"Concertação Social existe apenas com o objetivo do Governo legitimar medidas" diz CGTP

"Concertação Social existe apenas com o objetivo do Governo legitimar medidas" diz CGTP

O secretário-geral da CGTP, Tiago Oliveira, considerou hoje que a Concertação Social existe apenas com o objetivo de o Governo legitimar medidas que pretende ver aprovadas na Assembleia da República.

Lusa /
Rodrigo Antunes - Lusa

"A concertação social existe apenas com um objetivo que é colocar no Governo a possibilidade de legitimar as medidas que quer ver aprovadas na Assembleia da República", disse o dirigente em conferência de imprensa na sequência da reunião do Conselho Nacional da estrutura sindical.

Tiago Oliveira disse ainda que "a Concertação Social devia servir, de facto, como local onde as diversas estruturas lá presentes pudessem contribuir de forma a melhorar as condições de vida de quem trabalha".

"Este Governo fugiu à discussão com a CGTP ao longo destes meses, fugiu à discussão, não levando à Concertação Social a discussão do pacote laboral. Fez um conjunto de reuniões paralelas à concertação social com o objetivo de tentar, no fim destas reuniões, aí sim, em sede de concertação social, pôr o carimbo final", reiterou o dirigente.

"Isto demonstra que este Governo, ao contrário do que disse e que tem tentado dizer, é um Governo profundamente antidemocrático", acrescentou.

Perguntado sobre a presença da UGT nas reuniões, o secretário-geral respondeu que "a CGTP irá responsabilizar-se totalmente por aquilo que foi o caminho que decidiu trilhar, o caminho de combate e de rejeição do pacote laboral, o caminho que os trabalhadores se pronunciaram nas lutas que têm feito".

Tiago Oliveira, afirmou hoje também que a manifestação no dia 01 de Maio será "um grande momento de luta" com a "exigência da retirada do pacote laboral".

"Vamos ter um grande Primeiro de Maio, vamos ter um grande momento de luta, um grande momento de afirmação, com uma palavra de ordem (...) que é a exigência da retirada do pacote laboral", disse Tiago Oliveira. "O pacote laboral está rejeitado, temos que o derrotar", acrescentou.

O anteprojeto de reforma da legislação laboral, intitulado Trabalho XXI, foi apresentado em 24 de julho de 2025 como uma revisão "profunda" da legislação laboral, contemplando mais de 100 alterações ao Código do Trabalho.

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